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GESTÃO DE CLIMA NAS ORGANIZÇÕES

7 de janeiro de 2010 | 21:19

 

Nos dias de hoje, é muito comum as empresas escolherem, por meio de exames e testes de seleção, os funcionários que ela deseja contratar. Contudo, o oposto dificilmente acontece, ou seja, o profissional escolher o perfil da organização em que deseja atuar. Mas, essa pode ser uma exceção para aqueles colaboradores cada vez mais cobiçados pelo mercado: os chamados talentos, cuja substituição é mais difícil.

Se você, de alguma forma, se encaixa numa dessas categorias ou tem pretensões de se tornar um profissional cobiçado, preste atenção, ao “escolher” a empresa onde deseja atuar. Algumas organizações, sobretudo as mais diferenciadas no mercado, já perceberam a importância da gestão do clima organizacional, como fonte de motivação e reconhecimento profissional.

O clima organizacional é um conjunto de propriedades ou ações presentes no ambiente de trabalho, que podem ser percebidas, direta ou indiretamente, pelos membros que trabalham nas organizações. A mensuração de tais aspectos é um indicador da (in) satisfação dos indivíduos de uma empresa em relação a diferentes aspectos da cultura ou práticas da organização.

Assim, ao se falar em clima organizacional é preciso considerar as políticas de recursos humanos, o modelo de gestão, os processos de comunicação, a valorização profissional e a identificação com a empresa – elementos que poderão influenciar a motivação e o comportamento dos profissionais.

Dessa forma, conhecer, analisar e mensurar o clima interno é fundamental para as organizações, já que ao fazê-lo tem se o grau de satisfação das pessoas que atuam na empresa e, a partir daí, contribuindo para a implementação de ações de melhoraria das condições de trabalho nas empresas.

Gerar um clima interno favorável tem, evidentemente, inúmeras vantagens para a organização e para os profissionais que nela atuam, podendo trazer também um retorno financeiro já que poderá influenciar, por exemplo, na geração de produtos e serviços de melhor qualidade ou na boa percepção da empresa pelos clientes.

É importante lembrar que não se deve confundir gestão de clima organizacional com a pesquisa de clima. Várias empresas fazem apenas alguns levantamentos sobre o ambiente interno, visando medir a satisfação (ou não) de seus funcionários.

No entanto, estas pesquisas podem não ter, necessariamente, a intenção real de promover uma gestão de clima como informação estratégica para sua política de recursos humanos e que irá implicar em uma série de procedimentos a serem implementados internamente. Em outras palavras, a pesquisa realizada de forma isolada não traz nenhum benefício real para os colaboradores.

Além da pesquisa, há, ainda, outras formas de se perceber o clima interno, como o próprio turnover (rotatividade) dos funcionários, o nível geral de saúde e stress da equipe, as entrevistas de desligamento e a política de reconhecimento da empresa.

Não devemos nos esquecer que a sociedade está mudando e incorporando alguns dos valores que as novas gerações estão levando às organizações. Com as novas exigências decorrentes das transformações que vem ocorrendo no mercado, a empresa deve investir, sem dúvida, no seu capital humano, promovendo um ambiente motivador que desenvolve e valorize os seus profissionais.

Dayse Carnaval*

 

*Professora associada da Fundação Dom Cabral.

 

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