CRISE E PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES
24 de fevereiro de 2009 | 20:02
Quando tudo vai bem, o discurso das organizações é de que as pessoas são seu maior patrimônio.
E quando tudo não vai tão bem assim?
É aí que estamos diante da verdadeira Hora da Verdade. Esse é o momento certo de conhecer a validade do discurso sobre a importância das pessoas.
Tenho atuado em muitas organizações, trabalhando juntamente com as áreas de Recursos Humanos, no desenvolvimento de seus profissionais, para garantir uma atuação compatível com a geração de resultados crescentes. Observo que tem sido um investimento válido, pois tem trazido retorno e promovido o crescimento do resultado, com consequente sucesso empresarial.
Por anos a fio essa situação vem se repetindo e se pode dizer que existe atualmente uma geração preparada pelas empresas para trabalhar com base em uma cultura de resultados. Profissionais jovens e maduros, via de regra, dão o “sangue” por resultados a cada ano superiores, numa atuação invejável e consistente. Contribuem com idéias novas e alternativas mirabolantes, que otimizam processos, aumentam as vendas e reduzem o custo dos produtos e serviços. Essa turma de “ouro” é realmente o maior patrimônio das organizações.
No entanto, quando esse cenário de farturas rompe a escalada de crescimento, é que o verdadeiro valor dado ao patrimônio humano pode ser percebido. É nessa hora que tenho me deparado com dois tipos de empresa:
Tipo 1 - as pessoas que nela trabalham percebem que são realmente importantes e que a empresa conta com elas para ajudar a encontrar uma solução para esta difícil situação;
Tipo 2 - as pessoas descobrem que são apenas recursos e que estarão a mercê da empresa, que nessa hora faz conta da despesa que elas representam.
Sinais que identificam as empresas:
Empresas Tipo 1 – em que as pessoas são realmente seu maior patrimônio.
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envolvem todos os colaboradores na discussão da real situação da empresa
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buscam soluções em conjunto
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compartilham as preocupações e as projeções para um futuro próximo
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incentivam a leitura de cenários externos e a busca por conhecimento sobre o que vem acontecendo no mundo do trabalho
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tratam seus colaboradores como adultos, que sabem lidar com as verdades
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usam a comunicação interna como fonte de estabilização e manutenção da confiança
Empresa tipo 2 – em que as pessoas pensavam que eram seu maior patrimônio
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discutir a situação da empresa é prerrogativa da diretoria
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a média gerencia está tão sem rumo quanto o pessoal de sua equipe
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boatos e fofocas são espalhados sistematicamente
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desligamento de pessoas é a primeira alternativa para ajustes de custos
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as incertezas paralisam as pessoas
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as idéias nova nem são recebidas, pois não é hora para isso.
As empresas Tipo 1, certamente sairão fortalecidas dessa turbulência, uma vez que contam com o conhecimento e a energia de pessoas, que nesse momento percebem-se realmente como o maior patrimônio da empresa. Esses profissionais farão parte da retomada, sendo capazes de investir seu tempo e seu potencial para um sucesso empresarial do qual se sentem efetivamente como parte integrante.
Dayse Carnaval


